Badalação, dancinhas e gols só duraram uma semana. Desde o dia 2 de março, atacante enfrenta dificuldades para retomar moral com Felipão
Há exatos cem dias, o atacante Adriano Michael Jackson encerrava uma semana mágica no Palmeiras. De 23 de fevereiro a 2 de março, ele fez seis gols em três jogos, ganhou a torcida, dançou e fez até o técnico Luiz Felipe Scolari arriscar também sua dancinha. Desde o dia 3 de março, a fonte secou: problemas dentro e fora de campo travaram a retomada de Adriano, que tem recebido chances no time, mas segue com seu longo jejum.
Na semana iluminada, Adriano fez um gol no São Paulo e cinco nas duas partidas contra o Comercial-PI, pela Copa do Brasil - ele terminou a competição nacional dividindo a artilharia com o companheiro Kleber, Alecsandro, do Vasco, e William e Rafael Coelho, do Avaí.
Em campo, já são 14 jogos sem marcar. Na maioria das vezes ou entra no segundo tempo, ou sai jogando e é sacado no decorrer da partida. Sem conseguir acertar a pontaria nas finalizações, o camisa 19 tenta ajudar como pode – correndo, marcando e mostrando disposição. No entanto, a torcida o cobra pela falta de gols.
Outro atacante, Luan, é cobrado pelo mesmo motivo. No entanto, as personalidades são bem diferentes: enquanto Luan é mais quieto e não costuma entrar em polêmicas, Adriano tem sofrido com problemas fora dos gramados e pode complicar seu futuro no Palmeiras por conta disso. Ele foi emprestado pelo Fluminense até dezembro, e parte da diretoria já fala em devolvê-lo ao fim do contrato.
Se ele quiser seguir um caminho correto, ok. Senão, a solução é afastar"Felipão
Acusado de “baladeiro” por parte da torcida, Adriano evita se pronunciar. As animadas entrevistas e a irreverência do início no clube deram lugar ao silêncio. Arredio, ele prefere não falar mais sobre o atraso em um treino antes do jogo contra o Cruzeiro, em Sete Lagoas. A explicação oficial é de que teria levado a mulher ao médico, mas a diretoria chegou a sinalizar com uma multa ao atacante.
Como castigo, Felipão o deixou no banco de reservas. Diante do Atlético-PR, ele ganhou nova chance entre os titulares – e deve ser mantido na equipe que enfrenta o Internacional, domingo, no Beira-Rio. O técnico dá a oportunidade, mas avisa.
- Ninguém precisa só de carinho, precisa é que alguém lhe diga qual é o caminho correto. Com uma assistência diferenciada, uma cara mais fechada, pode-se conseguir que a pessoa pense. O caminho do futebol é o mais aberto para quem quer uma vida melhor. Se ele raciocinar e quiser seguir um caminho correto, ok, senão a solução é afastar – disse Felipão, em entrevista pouco depois do ocorrido.
Está nas mãos e, principalmente, nos pés de Adriano. Se ele conseguir retomar o caminho do gol e a dancinha voltar, terá dias bem mais serenos e animados – como os daquela semana mágica que terminou no início de março. Já faz tempo...



Nenhum comentário:
Postar um comentário